terça-feira, 21 de março de 2017

O Poder do Quero Quero - Março 2017


21 e 23 de Março de 2017: O Poder do Quero Quero

Escola Bom Jesus e Escola Enéas Guimarães:













sábado, 11 de março de 2017

Uma Aventura Dengosa - Março 2017

06 e 09 de Março 2017 Espetáculo: Uma Aventura Dengosa nas Escolas:

Escola Bom Jesus e Escola Enéas Guimarães:









quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dicas de memorização de textos



Para alguns atores memorização é fácil. Para outros, pode ser a ruína de sua existência. Independente da fase em que se encontra a sua carreira, memorizar falas sempre será algo para toda a vida.

Aqui seguem algumas dicas que podem ajudar muito:

1. Saiba o que você está dizendo.
A primeira vez que ler o texto, ouça as palavras. Concentre-se em fazer uma pausa entre cada fala, realmente absorva o que está sendo dito e vá para a cena de maneiras diferentes, jogando com as intenção, ações e estimulações. Experimente dizer sentado e em pé, e permita-se cometer erros e explore todas as maneiras para não fazer igual sempre, ficando cada vez mais confortável com as falas. Concentre-se no “porquê” e nas circunstâncias, se você esquecer suas falas, você pode encontrar o seu caminho de volta, porque você realmente entende o que está acontecendo.

2. A tecnologia é amiga e não inimiga.
Não há tempo para ensaiar com um amigo ou membro da família? Aplicativos de gravação de som estão se tornando cada vez mais populares, especialmente entre atores que precisam se preparar rapidamente para audições. Use algum app de gravação de som, grave as falas de seus parceiros de cena e deixe o espaço para as sua falas, depois é só dar o play! Super útil e eficiente.

3. Escute o texto.
Escreva o texto em uma folha enquanto fala as palavras em voz alta, como você escreve; não depois que você escreve, mas enquanto você escreve a frase. Dessa forma, você está escrevendo, falando, e, em essência, tirando as palavras de você, tanto mentalmente quanto fisicamente. Você está começando a digerir visceralmente suas palavras.

4. Use sua imaginação.
Desde a primeira vez que você ler a cena, leia como um bom romance e imagine a cena como se fosse real. Assim a realidade e o fluxo da cena irão começar a fazer mais sentido para você.

5. Memorização?
Existem profissionais que são veementemente contra a palavra memorização. Assim como acontece em Shakespeare, uma vez que você compreender o significado por trás das palavras elas fluem livremente como se fossem as próprias palavras do ator. Memorização também não é compreensão. Só porque um ator memoriza uma sequência de palavras não significa que ele entende aquelas palavras. Entenda o texto.

6. É ver para crer.
Tente memorizar imagens em vez de falas. É uma técnica muito usada quando se está dirigindo atores para interpretar Shakespeare ou qualquer material que emprega imagens ou linguagem descritiva, desde que o ator tenha uma boa imaginação. Atores que usam essa técnica conseguem, na maioria das vezes, decorarem atos inteiros de uma peça em um fim de semana. Basta associar uma imagem específica com cada uma de suas falas e elas chegam muito mais rápido. Vale a pena tentar!

e por último uma dica do mestre Anthony Hopkins:

7. Repetições
“Leia o texto, repetidas e repetidas vezes, até 400 vezes, até que quase se transforme em um ato reflexivo. É minha superstição. Se conheço o texto o suficientemente bem, então posso ir até o cenário e me sentir relaxado”.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Auto de natal 2016

 



Nós apresentamos nosso auto de natal nos dias 13 e 14 de dezembro na Escola 6 de Junho no centro.




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Novembro Azul 2016

Campanha contra Câncer de Próstata




terça-feira, 18 de outubro de 2016

As Aventuras do Señor Sorrincho!


Espetáculo falando a respeito de Higiene Bucal em escolas públicas.


















Campanha Outubro Rosa 2016







domingo, 11 de setembro de 2016

Um Pedaço de Teatro

Colocando “os pingos nos ‘is’ ”

Olá, seja bem vindo (a) a leitura deste material.
Aqui temos a intenção de compartilhar informações, pensamentos e fatos que possam colaborar com o fazer teatral de quaisquer pessoas que tenha a necessidade ou curiosidade de permear por este processo.
É de suma importância explicar que processo é este. Trata-se de um projeto nomeado “Teatro Permanente de Rua”, onde o Grupo Teatro No Mi de Uberlândia oferece gratuitamente aos sábados aulas de teatro de rua. Dessas aulas, será desenvolvido o material a qual estamos nos referindo neste momento. O projeto é permanente, então não há prazo de conclusão ou mostra de resultados, tudo acontecerá no tempo natural, aplicaremos as aulas enquanto nos for permitido e pessoas se interessarem fazer as aulas. As aulas abordam teatro de rua, e sim, este é o nosso foco, porém trabalharemos informações de teatro em geral. E este material será atualizado naturalmente de acordo com a evolução de todo processo.
Colocados os “pingos nos ‘is’”, uma longa jornada começa com um primeiro passo!

O Primeiro passo

Primeiros dias da aula de teatro, o aluno muitas vezes está empolgado e até um pouco assustado. O que ele deve ter em mente?
Comprometimento: esteja na aula de verdade, você não veio para aula para ficar sentado, dar justificativas e dizer que não consegue. Faça! Aja!
Aqui não é lugar para deixar a vergonha te vencer, atores profissionais sentem vergonha e ficam tímidos, mas não perdem o controle.
Evitem faltar e chegar atrasado.
Já coloque na sua cabeça que teatro é repetição. E também um grande desafio. Desafie-se a fazer o seu melhor e surpreenda-se.
 Fazer teatro vai mudar sua forma de pensar e compreender melhor até mesmo seus sentimentos. Mas não ache que só ir às aulas basta. Assista sempre que tiver oportunidade peças de teatro, as boas e as ruins. Observar é uma das características fundamentais de um bom ator.  Outra palavra que faz grandes atores é: Generosidade. Tenha em mente que você não é ninguém sozinho. Se não houver o outro, não há teatro.
E precisamos ressaltar que: O aprendizado pressupõe dor e desconforto. Se você não está disposto a passar por isso, não vai aprender. Sem dor, sem ganho!
Calma! Não se assuste. As aulas serão divertidas, terão jogos, você fará novas amizades e é certeza de que não se arrependerá de aprender teatro.
Então neste momento em que é dado o primeiro passo, onde foi decidido que você irá experimentar o que é fazer teatro, temos que falar algo sobre respeito e tempo:


Conselho de Polônio a Laertes em Hamlet de Shakespeare
"... sê fiel a ti mesmo. E assim sendo. Jamais serás falso pra ninguém ..."

Não perca seu tempo, não desperdice o tempo dos outros, alertamos para que ao tomar a decisão de fazer teatro, faça de verdade, não vá à aula somente por ir, por ser divertido, ou seja lá qual for a razão. Garanto que não se arrependerá. E sem mais perda de tempo falaremos a seguir do material de trabalho.

Material de trabalho

Nas aulas é solicitado que as frequente com roupas leves para facilitar o trabalho, mas qual é o material de trabalho?
O CORPO É UM INSTRUMENTO DE TRABALHO DO ATOR, pois o corpo é o ator. Agora o que fazer com o seu material de trabalho, é a grande tarefa de um ator.
“Eu sou meu corpo, mas meu corpo não sou eu” (ARTAUD).
Antonin Artaud escreve uma frase muito impactante, mas que também pode, à primeira vista, parecer não passar de um mero jogo de palavras.
A incapacidade de desvincular o corpo de qualquer identidade configurada como um “Eu fixo”, um “Eu” que vive através, em ou com este corpo é o desafio a superar.
O ator tem que explorar e buscar o máximo de possibilidades de como usar este corpo para expressar, criar infinitas probabilidades e misturas e registra-las. O domínio deste processo dará ao ator um leque de repertório de criação para seu trabalho.
Diria mais, sem o corpo dos atores não seria possível fazer teatro. E cada corpo possui sua própria dramaturgia: uma veia que se destaca, um sinal de nascença, um gesto peculiar - são as marcas dos caminhos por onde este corpo passou. Sua história é narrada pela sua vivência, escrita em seu templo, em sua pele. Um corpo também é escrito e reescrito em relação com a sociedade em que vive. O corpo pode ser construído de acordo com moldes oriundos do meio social em que o ator vivencia sua vida cotidiana e também sua subjetividade.

Com o intuito de elucidar o que entendo como “corpo”, faço uso da definição de Linguagem Corporal de Patrice Pavis em seu Dicionário de Teatro: “O corpo do ator torna-se o corpo condutor que o espectador deseja, fantasia e se identifica (identificando-se com ele).” Para o autor, a linguagem corporal do ator em cena se transforma no corpo condutor da experiência corporal do próprio espectador.



Diálogos aleatórios*

A: Então meu material de trabalho é meu corpo?
B: Sim e não.
A: Sim e não?
B: Há muita coisa em jogo quando se faz teatro. Não é apenas seu corpo. O que vem a seguir, o que você tem que saber. É que seu corpo, seus sentimentos e a forma como você fará uso deles para conduzir o público, faz parte de um grande jogo.
A: Espera aí? Porque agora você está falando de jogo? Como assim tem muita coisa em jogo? Esse negócio de fazer teatro está me parecendo é coisa complicada!
B: Não acho que fazer teatro seja complicado, prefiro dizer que tem que ser intenso e verdadeiro.
A: Ainda estou confuso.
B: É natural, teatro vive de conflito!
A: Hã?
B: Rsrsrs (..)

Jogando com conflitos

Não é difícil perceber que o Teatro envolve o corpo, a palavra, a voz, a caracterização, a ambientação e muitos outros recursos. Tudo acontecendo na hora! Mas será que é preciso disso tudo para ser teatro? Para ser teatro basta ter alguém que represente um papel, e alguém que assista a isso. Ou seja, basta um ator e o publico e que tudo seja feito ao vivo.
A palavra teatro tem origem grega, “o theatron” e significa: “lugar de onde se vê”. É o local onde o público olha uma ação que lhe é apresentada. O teatro é mesmo na verdade ação.
E quem age ou faz agir é o ator, o corpo condutor, seja em pessoa, seja manipulando um objeto, projetando uma sombra, sempre haverá o realizador da ação. Ação do latim “actus”, analisando a etimologia do inglês para ator que é “actor” pode ser chegar a essa conclusão de origem facilmente também.
Mas de onde surge a ação? Ela está ligada, pelo menos para o teatro, ao surgimento de conflitos e a resolução de contradições. É o desequilíbrio de um conflito que força a(s) personagens a agirem para resolverem a contradição. Porém sua ação trará outros conflitos e contradições. Esta é a dinâmica incessante que cria o movimento da peça. Entretanto, a ação não é necessariamente manifestada no nível de intriga; às vezes ela é sensível na transformação da consciência dos protagonistas. Sentir no teatro, ainda mais que na realidade cotidiana, sempre é agir.

Focaremos agora na palavra conflito. Ela resulta de forças antagonistas, ele acirra o ânimo entre duas ou mais personagens, entre duas visões de mundo, diante posturas, sentimentos diferentes ante uma mesma situação. A finalidade do teatro consiste na apresentação da ação, em acompanhar a evolução de uma crise, a emergência e a resolução de conflitos.



Então definido que teatro é ação, que quem executa está ação é um ator e que é necessária a presença de um público, podemos avaliar que a junção de todos estes formam o que chamamos de o “jogo teatral”, em que atores e público formam os jogadores na partida da apresentação.
O período de dedicação a ensaios, pesquisas, laboratórios e experimentações pode ser comparados ao treino de um atleta, é o momento em que se prepara para entrar em “campo” ou seja em cena. Este processo é bem conhecido no esporte, onde ninguém confunde o treinamento de antes da corrida com a estratégia da corrida.
Agora, por que dizer que o público forma uma parte do jogo teatral? A relação ator/platéia trata-se de um jogo de levar uma informação, um sentimento, um questionamento e fazer uma troca entre a ação do ator e a reação do público, um jogo de compreensão mutua, uma sintonia.
Porém, no teatro também há o jogo sem o público. Trata-se do jogo de preparação. Estes jogos teatrais são fortemente fundamentados nas técnicas de interpretação. Esses jogos possibilitam a experiência da interpretação teatral e de suas técnicas na forma de vivência e cooperação nos jogos de teatro. Dessa forma, possibilita que o teatro possa ser feito por qualquer pessoa que tenha capacidade de aprender a atuar e ter uma experiência criativa pelo teatro, confirmando que o teatro não tem nada a ver com o talento, mas sim com a dedicação.
Jogos Teatrais são utilizados no teatro, sejam dramáticos (a partir de textos de teatro), cenas, esboços ou improvisações, ou também na forma de jogos lúdicos ou brincadeiras. 
Mas não se enganem pois não são quaisquer jogos, mas uma preparação e vivência da prática teatral. Cada jogo é construído a partir de um FOCO específico, desenvolvido a partir de instruções e regras que levam o jogador a desenvolver formas da arte teatral. Sua base é a experiência prática e social do grupo e do ator, onde são fisicalizadas as possíveis experiências, que estão relacionadas em vários livros com as específicas instruções. Procura-se, com os jogos teatrais, desenvolver uma forma de prática teatral que não seja elaborada apenas na mente do ator ou jogador, mas por sua vivência improvisacional.